SEVERINO ARAÚJO: O QUE REPRESENTOU
Com mais de cinqüenta choros compostos e centenas de arranjos de músicas dos mais variados ritmos voltadas para big band, Severino Araújo é o principal nome, senão o único, da música brasileira nesse segmento. Precursor de um estilo onde a técnica instrumental alcança seu mais elevado valor, ele provou que a música erudita cabe muito bem em uma roupagem popular.
Sua obra está gravada com pedras preciosas nos corações dançantes e nos ouvidos apurados dos casais apaixonados.
Do maxixe ao frevo, do bolero ao choro, do foxtrote ao samba, toda música tem encontro marcado com a genialidade de Severino Araújo.
Jards Macalé, violonista, compositor e cantor, endossa: “A contribuição do Maestro é imensa. O Choro e a Música Brasileira têm uma dívida enorme com este homem, com este músico brasileiro que manteve e mantém, há anos, uma das melhores orquestras do mundo.”
Por fim, Sérgio Cabral, pesquisador da Música Popular Brasileira, conclui: “O problema de falar sobre Severino Araújo é que tudo nele é grandioso, mesmo que optemos por apenas uma das suas atividades, seja a do maestro, do arranjador, do instrumentista ou do compositor. Mas chamarei a atenção para o seu papel importantíssimo na história de nossa música como aquele que melhor adaptou o choro aos arranjos orquestrais. Nesse aspecto, considero-o tão importante para o choro quanto, por exemplo, é Duke Ellington para o jazz.”
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