JACOB DO BANDOLIM: O QUE REPRESENTOU

Sérgio Prata, músico, estudioso do Choro, pesquisador e um dos fundadores do Instituto Jacob do Bandolim, diz: “Jacob sempre perseguiu a perfeição da execução e a excelência na preservação da nossa música, sem, contudo, ser um conservador. Municiava-se de recursos tecnológicos de ponta à época (anos 50), para obter resultados inovadores, na busca de novas sonoridades. Foi assim ao inventar instrumentos musicais, como o vibraplex (violão tenor ligado a um órgão Hammond), onde obteve um som parecido com os sintetizadores que surgiriam na década de 60, ou ampliando seus arquivos, ao microfilmar partituras em sua casa.”

E prossegue: “Hoje, são raras as rodas de choro onde não se ouvem as cordas de um bandolim, são raros os bandolinistas que não têm em Jacob sua referência musical e, principalmente, é raro o país que teve o privilégio de ter tido um Jacob do Bandolim.

Além de ser um instrumentista próximo da perfeição, Jacob também era um incansável pesquisador, responsável pelo resgate e preservação da obra de vários mestres, tais como Ernesto Nazareth, Candinho do Trombone  e João Pernambuco. Tal era sua preocupação em preservar tudo que se relacionasse com a música brasileira, particularmente o Choro, que Jacob, que era fotógrafo premiado e dominava a fundo a técnica de revelação fotográfica, chegou a microfilmar centenas de partituras para ganhar espaço e qualidade de preservação.

Jacob criou um acervo com cerca de 10.000 itens, incluindo discos, rolos magnéticos, partituras, fotos e matérias jornalísticas. Esse conjunto ficou conhecido como ‘O Arquivo do Jacob’ e foi incorporado, em 1974, ao acervo do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.”

Deo Rian, músico que conviveu com Jacob, também aponta:  “Jacob foi um marco na música brasileira. Criou um estilo de tocar e defendeu o choro até seu falecimento, procurando modernizar o choro sem descaracterizá-lo, preservando sua maneira tradicional de ser tocado sem abrir concessões para as pressões do mercado.”

E como observou, Izaías do Bandolim, um dos maiores bandolinistas de todos os tempos: “Jacob é de suma importância para a música brasileira por sua pura brasilidade e pelo poder de difusão das características bandolinistas jamais alcançadas pelos mais modernos instrumentistas”.

Por fim, Sérgio Cabral  arremata: “Jacob do Bandolim foi o maior instrumentista brasileiro de todos os tempos, além de um dos mais inspirados compositores de choro. Meu convívio com Jacob tinha como combustíveis a admiração que sempre tive e o amor que tinha por ele, quase como para com um pai.”

 

Os textos a seguir foram extraídos do opúsculo (livreto) publicado em 1999 pelo Senador Artur da Távola, por ocasião dos 30 anos de falecimento de Jacob do Bandolim, e retratam sua vida e obra em vários momentos da carreira

Prólogo

O bandolim e o Brasil

Carioca da Lapa

Aprendeu bandolim sozinho

Um bandolim nacionalista

Filho que retrata o pai

Pedaços da obra de Jacob

Homenagens - Lembranças - Opiniões

Alguns dos prêmios conquistados por Jacob do Bandolim

 

(Textos cedidos gentilmente por Artur da Távola)

 

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